DE AMOR, DESAMOR E UMA PITADA DE SAL / João Figuer

O livro "De amor, desamor e uma pitada de sal" reúne a trajetória literária do autor, que busca ir fundo nos arroubos poéticos, versando sobre o amor e seus reveses, a paixão e pulsões, trafegando entre o real e o imaginário. É um livro de percurso raro, com pitadas de humor e ironia, que não faz concessões fáceis e se mostra intenso do começo ao fim.

Poeta de alma inquieta, João Figuer estreia com voz própria neste livro. Suas paixões e pulsões extrapolam as ladeiras e mares da Cidade da Baía e alcançam outras paragens, algumas físicas, distantes, outras absurdas, absolutas, imaginárias.

Poeta e homem de teatro, Figuer põe em versos suas cenas, encena em versos sua vida, reinventa-se a cada palavra. “As coisas todas são as mesmas, minha vestimenta que é outra”, escreve/descreve/despe-se. Este De amor, desamor e uma pitada de sal bate na aorta, pega o leitor pelo coração e o convida a um jogo poético intenso.
Kátia Borges

Poesia da vida toda

Poesia, especialmente a boa poesia, impõe sua força sobre o ineditismo. Como diz Rainer Maria Rilke em Cartas a um jovem poeta: “Basta sentir que se poderia viver sem escrever para não mais se ter o direito de fazê-lo“. E é ciente de seus direitos que João Figuer resgata versos escritos entre 1986 e 2011 e, na absoluta impossibilidade de vida sem literatura, comete não apenas um poema, mas um livro. Está vivo, pois, e inteiro, neste De amor, desamor e uma pitada de sal. Da primeira à última página, afirma-se com voz poética própria, ainda que a presença de várias fases de criação (algumas revelando vocação titubeante, outras de tessitura firme) empreste certa heterogeneidade ao todo. Compreensível. Este é um livro de trajetória, daqueles que oferecem generosamente ao leitor a oportunidade de contemplar o processo de amadurecimento do autor. Não à toa, cada poema traz a data em que foi feito e alguns chegam a conter data, local e hora.

“Não tenho dono”, proclama em O melhor de mim. E é como quem caminha senhor de si, conscientemente se reinventando, que ele nos põe em contato com seu universo. Um universo eivado de recordações, de paixões e de referências. “Mata a minha sede/ com a água que tu bebeu hoje,/ água do Guimarães,/ aquele homem, rio, rosa, / sabedor das coisas do mato, conhecedor das gentes,/ da prosa arrastada e seca dos sertões”, escreve em Quando a água dorme. Também presentes fortemente nestes poemas a ironia e o humor convidam a brincar em versos com a condição poética: “Onde abunda a fome, o que é que se come?”, questiona em seu Hai kai baiano. Sem rigores com a métrica, Figuer maneja o ritmo, domina a coloquialidade e os usa como recursos. É assim, com coloquialidade e rítmo, que compõe suas paisagens poéticas sobre a condição humana: “Nesse novo ano/ Não escreverei nada/ sobre os meus dias/ Os viverei/ Incontinenti”, decreta em Poema rebelde. Livro de estreia do poeta, este De amor, desamor e uma pitada de sal inaugura em suas páginas longa caminhada e voo.

Serviço:

De Amor, Desamor
E Uma Pitada de Sal
João Figuer
Scortecci Editora
Poesia
ISBN 978-85-366-2302-3
Formato 14 x 21 cm 
84 páginas
1ª edição - 2011

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