ELUCUBRAÇÕES DE UM QUASE FILÓSOFO / L.B. Carriconde

Somos apenas pensamentos em uma mente divina, ou mesmo em uma mente profana, mas infinitamente mais capaz do que um dia seremos, exponencialmente mais perfeita. Somos apenas pensamentos, não somos nada substanciais, nem ao menos concretos; somos como um doce momento de amor, que, quando existe, nos conta um pouco da eternidade, mas quando se vai não passa de um instante.

Somos a mais subjetiva criação de uma mente cósmica, desconhecida, somos como simples sinapses em um cérebro de estrelas e galáxias. Iludimos-nos quanto à nossa importância, nos pensamos insubstituíveis, mas não somos nada importantes ou mesmo relevantes como dado estatístico em uma economia cósmica. Mas mesmo sendo a personificação da desimportância, mesmo sendo os mais ínfimos e menos visíveis seres do universo, existimos e isso verdadeiramente me assusta, pensemos um pouco sobre a perfeição da existência em si, sua misericórdia, compaixão e piedade, não somos nada em uma perspectiva cósmica, mas mesmo assim somos os mais importantes e mais relevantes possíveis em nosso campo de atuação, somos insubstituíveis, somos inegavelmente necessários para todos aqueles com os quais convivemos e para aqueles que amamos, somos como um grande e sagrado tesouro, somos a mais sublime riqueza.

Não me emociono facilmente, mas minha veia de poeta me chama atenção para perfeição deste algo indefinido, chamado vida, como este acaso como creem alguns, como esse milagre, é importante e indubitavelmente perfeito em si mesmo. Este mistério me tira o sono, mas ao mesmo tempo me acalenta e me embala, em alguns momentos penso que talvez fosse melhor não saber, não me preocupar. Não estaria aí, a beleza de tudo?

L.B. Carriconde nasceu em 1988 em Uberaba-MG. Graduou-se  em Licenciatura em Letras nas Faculdades Associadas de Uberaba – FAZU e atualmente mora em Curitiba-PR onde continua sua formação acadêmica cursando Naturoterapia nas Faculdades Integradas Espírita (FIES) e Filosofia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Amante do conhecimento metafísico, das religiões e filosofias orientais e ocidentais, publica seus primeiros livros baseando-se em suas leituras e estudos: Elucubrações de um quase filósofo, onde explicita em forma de contos e reflexões sua admiração pela filosofia oriental e por suas práticas de realização ontológica, e Humano Obsoleto Humano, onde discute temas como tecnologia, transumanismo e pós-humanismo, apresentando-nos Devin1, o primeiro transumano criado pela humanidade.

Nosso principal ofício deve ser filosofar. Não devemos viver sem questionar o motivo de nossa existência, talvez, nunca saibamos por que existimos, mas mesmo não sabendo não nos custa questionar. Necessitamos tomar consciência da perfeição da existência em si mesma, existimos e isso é assustadoramente maravilhoso. Existir sem motivo, sem razão, ser, simplesmente ser, essa deve ser nossa ocupação. Não existimos para executar, mas simplesmente para ser, ser sem motivo, ser o que somos de forma simples e despreocupada.

Serviço:

Elucubrações de um Quase Filósofo
L.B. Carriconde
Scortecci Editora
Filosofia
ISBN 978-85-366-2390-0
Formato 14 x 21 cm 
156 páginas
1ª edição - 2011

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