ESPELHOS / Adriana Moura

Um dos grandes desafios dos autores da atualidade é justamente fazer os leitores entenderem o que está escrito. Fugindo dos termos carregados de significados dúbios, Adriana mostra neste livro experiências de vida que somou e agora compartilha com seu público. Longe de seguir o perfil de quem se enche de orgulho pelas palavras difíceis, Espelhos – Reflexos do Cotidiano nada mais é do que vivências particulares que nos enchem de cultura e aventura, soma de conhecimentos.

E o segredo dos grandes autores é promover esta integração que move mundos e busca no seu âmago despertar para fatos e coisas novas de uma vida nem sempre tão desfrutada assim. Mas que foi desfrutável em seus mínimos detalhes, na medida em que retém conhecimento de um simples papear à beira da praia, numa tarde preguiçosa de verão. Espelhos mostra uma autora ciente e consciente de que nem tudo é um mero acaso. Nele, a autora se entrega por completo a reflexões que varam madrugadas e encantam dias. Como Adriana, a obra é intensa, pura e clara como a própria alma romântica, que talvez tenha tido nas palavras simples do pai, mais que ensinamentos, toda uma vida. Vida louca, cômica como a própria exis-tência e suas tragédias, mas não menos importante que um simples contemplar de fim de tarde. A vida é espelho da alma de Adriana, intensa, inteligente, culta e nobre.
Vânia Afonso - Jornalista

“O amor nos faz mais infelizes que felizes, porque amar é dar razão a quem não tem e continuar amando quando não mais se tem”.
(trecho de Felicidade)

“Aroldo era difícil. E digo difícil não como atributo desejável nos tempos das moçoilas ternurinhas. Sua esposa por vezes desabafava: 'Aroldo, eu te amo, mas você é difícil'. E dizia isso assim, separando as letrinhas com pausas dramáticas”.
(trecho de Pedra no sapato)

“Ninguém com uma camisa de anúncio de sabão em pó teria grandes chances de contrair aquele olhar moribundo, que monopolizava a atenção da mais fleumática mãe. Fomentar aquele olhar de piedade, de assombro. Só as grandes obras de arte tinham esse poder. E era essa epopeia que almejava, com uma obra de arte feita de carne humana”.
(trecho de Feridas)

“Se tivéssemos sido espertos como nossos telefones de hoje em dia, estaríamos a salvo, dentro de nossas casas, acessando a internet, postando vídeos e respondendo a comentários, explicando a centenas de internautas porque não fomos, sendo que 90% deles estariam se lixando pra isso, porque eles estariam postando comentários divertidíssimos sobre a Maísa que ainda não voltou de Bagdá. Não teríamos sentido o prazer de se perder em ruas de terra cercadas por amendoeiras e descobrir ali adiante um berçário de caranguejos”.
(trecho de Viciados em celular)

“Há o que se escreve e que se perde em clichês óbvios ou se esvai pela força da incompletude. Mas há o que se escreve com irretocável vivacidade, a ponto de despertar em quem lê um infindável espectro de matizes, sons, sentimentos e sensações. É assim a obra de Adriana. A autora nos conduz pelos labirintos da criatividade com seu doce compilado de recordações... e como num sopro, faz vibrar a alma, despertando no mais arredio leitor uma irresistível vontade de não mais parar de ler até que, de seu texto, se esgote o último vocábulo da derradeira frase”.
(Valdir Volpi Júnior, jornalista)

Adriana Moura se formou em Jornalismo em 2000, tendo sido apresentada a essa profissão bem antes disso, em 1992, quando começou a trabalhar como repórter. A partir de então, trabalhou para jornais, revistas e informativos empresariais. Buscando superar o momento mais difícil de sua vida, o falecimento de seu marido em 2006, fato que a afastou da vida jornalística por um breve período – sem deixar de escrever experiências pessoais, atividade que lhe serviu de catarse e resultou em alguns de seus artigos e poemas – Adriana aventurou-se em viagens e na busca por novos conhecimentos. Morou em Sydney, na Austrália, onde aprendeu Inglês. Logo em seguida, viveu por mais alguns meses em Istambul, na Turquia, casando-se pouco tempo depois com Ares Karasu. De volta ao Brasil, em 2009, retomou seu trabalho como assessora de imprensa do Sincomércio Catanduva, que apoiou o projeto de lançamento do livro. Também desde 2009 é responsável pelo Jornal do Comércio, veículo de comunicação do Sincomércio.

Serviço:

Espelhos
Reflexos do Cotidiano
Adriana Moura
Scortecci Editora
Contos
ISBN 978-85-366-2826-4
Formato 14 x 21 cm 
116 páginas
1ª edição - 2012

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