COLHAM AS ROUPAS MADURAS DO VARAL / Wesley Costa

Em poucos – alguns claros como certezas, outros claros como paredes – poemas, o poeta nos apresenta um mundo particularmente universal. Mesmo na obscuridade de alguns textos, creio que o Sr. Costa a utiliza como meio de entender algo do lá-fora que não foi feito para se entender completamente, feito Einstein, que certa vez disse que incompreensível é crer o mundo como compreensível (sim, creio que é isso).

Digo lá-fora, pois, em primeiros momentos, entendidos em poesia, o colocariam num espaço dito confessional. Mas o que, em poesia, não é confessional? Provavelmente, o leitor, crítico ou básico, não estaria satisfeito com universalismos propriamente ditos. Se assim o fosse, canções pop de forte apelo pessoal não fariam sucesso. A poesia se distancia, tomando certas proporções, das letras de tais canções, especialmente pela linguagem. Sabendo disso, o Sr. Costa nos oferece textos em pesos diferentes. O desafio em torná-los homogêneos ao caráter de obra é uma tarefa em expandir horizontes e expectativas. Enfrentamos o peso do sono, do sonho, da rotina, da beleza, do social, da reflexão e até mesmo das compras – se me permitem ironias “weslianas” no momento.
Sebastião Ribeiro

I
Refração:
De nada tenho saudade
Só para o futuro
Pelejam estes olhos;

II
Ao pessimista
Toda corda
Lembra forca
Wesley Costa

Estou contente com este livro. Como sabemos, não é preciso ser prolixo para se estabelecer um discurso válido. Penso neste livro como majoritariamente fanopaico-logopaico (se bem que não há um descaso quanto à melopeia, uma vez que o binômio não a exclui necessariamente). Quanto ao(s) sentido(s) da obra, aqui pelo menos, não comentarei. Não subestimo a capacidade do leitor de fazer inferências e de elaborar suas próprias significações acerca do texto literário (embora não concorde com a ideia de que qualquer significado atribuído seja válido. Há razões consistentes para não acreditar nesse extremo).
Wesley Costa

Serviço:

Colham As Roupas Maduras do Varal
Wesley Costa
Scortecci Editora
Poesia
ISBN 978-85-366-2654-3
Formato 14 x 21 cm 
56 páginas
1ª edição - 2012

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