AS MUSAS E O PERFIL / Matias Alves Mendes

Matias Alves Mendes, cujo verdadeiro nome de família deveria ser, no mínimo, Matias Alves de Moraes Mendes da Cunha, nasceu na colônia Lamego, no Forte do Príncipe da Beira, em fevereiro de 1949, quando Rondônia ainda era Território Federal do Guaporé. Certamente que a época e o local do seu nascimento foram fatores determinantes para que o notário ambulante, que lavrou a sua certidão de nascimento, lhe mutilasse o nome completo no nascedouro, eliminando quase todos os patronímicos dos seus ascendentes, deixando-lhe tão somente o reduzido nome pelo qual terminou sendo reconhecido bem longe do seu berço natal, às margens do Guaporé.

Filho caçula de uma família de nove irmãos, estudou em escolas rurais muito humildes e consolidou sua educação pelo método de cursos preparatórios, não havendo frequentado nenhuma faculdade. Cresceu trabalhando no campo, mas nada disso impediu o aprendizado que o fez fluente em alguns idiomas, notadamente no espanhol e no francês, línguas que fala, lê e escreve fluentemente. Ao migrar para a cidade, na década de setenta, ingressou na revendedora Caterpillar (CITREQ), a serviço da qual percorreu vários Estados da Amazônia, chegando a chefiar a filial de Rio Branco e o escritório da filial de Cruzeiro do Sul. No entanto, em razão da vocação que tinha para escrever, foi desligado da CITREQ em 1975 por causa da publicação de um pasquim. Contratado logo em seguida pela empresa Paranapanema, trabalhou nos Estados de Rondônia, Amazonas e Mato Grosso em áreas de mineração, até ser desligado da empresa, em abril de 1977, por pressões de segmentos da Comunidade de Informações em razão de uma desinteligência involuntária com certo membro dessa organização.

Impossibilitado de trabalhar formalmente em território brasileiro, abrigou-se por longas temporadas em territórios colombiano e francês, realizando estudos e treinamentos bem específicos para as suas necessidades da época. Operou por algum tempo o comércio com joias e outras mercadorias raras e de alto valor. Voltou a viver no Brasil a partir de 1980 e iniciou a publicação dos seus livros em 1982. Participou de vários seminários nacionais e estaduais, foi colaborador de diversos jornais de Porto Velho, colaborando também com a revista francesa Lettres d'Amazonie.

É membro fundador da Academia de Letras de Rondônia, membro correspondente da Academia Paulistana da História, da Academia Taguatinguense de Letras e membro da Ordem Nacional dos Bandeirantes Mater. Foi membro do Conselho Estadual de Cultura de Rondônia e exerceu algumas funções públicas de certa relevância. É funcionário de carreira da Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia, onde desempenha atividades relacionadas a publicações, na Divisão de Publicações e Anais. As Musas e o Perfil foi o segundo livro de sua autoria a ser publicado e, na época, poucos, bem poucos se deram conta do conteúdo revelado na poesia   do autor, completamente desconhecido ainda.

Passado um quarto de século, no seu jubileu de prata de prática literária, Matias Alves Mendes traz novamente à baila as revelações que não foram compreendidas na primeira edição do livro, mas que agora já podem ser interpretadas com mais clareza em razão da intensa atividade jornalística desenvolvida pelo Autor nos últimos vinte e cinco anos, ou porque, como ele mesmo afirma em bom francês, maintenant il peut appeler um chat um chat, que em português significa exatamente dar nomes aos bois. Vale a pena descobrir alguns detalhes.
Porto Velho, agosto de 2007. Jean-Pierre de Boisgarnier.

Serviço:

As Musas e o Perfil
Matias Alves Mendes
Scortecci Editora
Poesia
ISBN 978-85-366-2864-6
Formato 14 x 21 cm 
172 páginas
1ª edição - 2012

Mais informações:

Catálogo Virtual de Publicações

Para comprar este livro verifique na Livraria e Loja Virtual Asabeça se a obra está disponível para comercialização.

Voltar Topo Enviar a um amigo Imprimir Home