A MORTE DO PROFETA / Rogerio Vasconcelos M. da Costa

A morte do profeta, segundo livro de Rogerio Vasconcelos M. da Costa, traz quatro contos: "O alimento das rosas" é uma história sobre desencanto e ressurreição; "Voltar p'ra casa" fala sobre Sergio e a busca pelo amor; "Missão cumprida" relata a construção de um homem por uma mulher e "A morte do profeta" é a visão ficcional de certos aspectos políticos atuais. Quatro contos diferentes que têm em comum a presença da mulher em circunstâncias amorosas.

Ultrapassou a porta do Hotel, na recepção pegou as chaves de seu apartamento e ao entrar no elevador sorriu: Missão cumprida! Enquanto pairava no ambiente a voz de Mireille Mathieu cantando: Je suis seule ce soir. (Missão cumprida)

Os poetas repetem-se como as ondas do mar. (Voltar p’ra casa)

O povo que elege não pode jamais ter medo do governante eleito. (A morte do profeta)

As cinzas devem ser jogadas ao lado das da mulher dele. Serão por muito tempo, ou para sempre, o alimento das rosas. (O alimento das rosas)

Como Honoré de Balzac, nasceu na cidade de Tours, Vale do Loire, França. “Mas, não escrevo como Balzac.” Estudou na cidade do Porto, “mas não escrevo como Almeida Garret”. Passou por Coimbra, “mas não escrevo, como A. de Quental, Eça de Queiroz, Miguel Torga e muitos outros”. Chegou ao Brasil em 1953. Gostou e foi ficando, ficando... Viveu nove anos na França, dez em Portugal e os restantes no Brasil. Quantos são os anos restantes? Com idas à Europa, irrigou raízes, conviveu com parentes e amigos. Aos Estados Unidos da América, foi várias vezes submergir no dinamismo incomparável de uma nação. Na Argentina, em Buenos Aires, saboreou tangos e eufemismos políticos. Em Bariloche, relembrando Innsbruck, na Áustria, conviveu com a neve e foi saborear uma truta na Isla Victória. Sorri: “Ontem o mundo deu-me a alegria de viver, hoje a vida simboliza-me cansaços. Do mundo em que vivemos. Caminho trôpego amenizando os anos restantes. A vida resume-se no dia a dia, adicionando aos anos passados nostalgias contemporâneas ”. Publicou, em 1952, na cidade de Espinho, no norte de Portugal, no A voz do Acadêmico: “Filadeva”. Em São Paulo, Brasil: “As Rosas de Outubro”, “Morre Alguém de Madrugada” (menção honrosa da antiga revista Cigarra), “Guarde a Rosa Cristina” e “Vingança”. Na revista Portugal Ilustrado: “Carla”, “Ainda Carla” e “Pourquoi?”. Em jornal literário: “O Cachecol Azul”. Lançou na Livraria da Vila, em 2011, Zédazefa. Participou de uma antologia literária com a crônica “Fragmentos”. Agora, apresenta seu novo livro de contos: A Morte do Profeta. Pensativo, conclui: “A beleza da ficção está na denúncia, beliscando as impurezas, que nos oprimem e denigrem, como cidadãos”.

Serviço:

A Morte do Profeta
Rogerio Vasconcelos M. da Costa

Scortecci Editora
Ficção
ISBN 978-85-366-3467-8
Formato 14 x 21 cm
100 páginas
1ª edição - 2013

Mais informações:

Catálogo Virtual de Publicações

Para comprar este livro verifique na Livraria e Loja Virtual Asabeça se a obra está disponível para comercialização.

Voltar Topo Enviar a um amigo Imprimir Home