DIAS DE ZÉ DO PAVIO / Dias de Cordel

Sem nada a ver com memórias / Escrevi sobre o passado / Porque, afinal, as histórias / Deixam claro o seu recado / Sobre o que passou na vida / Na forma em que foi sentida / Conforme aqui foi narrado.

Nosso presente e o futuro / Vão depender do passado
Que pode estar obscuro / Mas tem que ser revelado
E sabendo o que ele diz / Deus que é o grande juíz
Julgará quem for errado.

Tudo que passou na vida / Claro que é nosso passado
Ou referência embutida / Que é importante legado
Inserido em nossa história / Podendo torná-la inglória
Se existir algo manchado.

Quem narra tem a função / De ser claro, imparcial
Sem qualquer contradição / Pois narração que é legal
Nada tem de preconceito / Mas tudo que tem direito
Sem qualquer coisa anormal.

Zé do Pavio era alcunha
De José Mendes Pereira
Não pegava touro à unha
Mas sim mulher trepadeira
Nasceu lá em Marimbondo
E tinha aspecto hediondo
Que assustou a mãe parteira.

Tinha excelente cachola
E tudo aprendeu sozinho
Fez da vida a sua escola
Pois era muito espertinho
Namorou muitas meninas
Comportadas e traquinas
Que “davam” muito carinho.

Se encangou com a Deusinha
Por causa do “passarinho”
E qualquer que fosse a Zinha
Ganhava um agarradinho
Viveu duro ou sem dinheiro
Mas não era um trapaceiro
Viciado em dar “jeitinho”.

Priorizava a morena
Pois era igualzinho ao pai
Quem ama Deus não condena
Mas se tropeça, alguém cai
Só que ele soube entender
Quando a bela Givanê
Cooperou no entra e sai.

Trabalhou em Xique-Xique
E mostrou que era capaz
Sem jamais fazer trambique
Passou todos para trás
Ganhando notoriedade
Se tornou celebridade
Por ser esperto e sagaz.

Morou também no Saraiva
Sendo estopim de tormenta
Quando sentiu muita raiva
Daquela mulher ciumenta
Que queria uma estocada
Da que é melhor de virada
No estilo de uma jumenta.

Depois emplacou quem era
Mais que “papa” guatambu
Mesmo sendo uma megera
Que dava em Caiena-açu
De onde ele foi transferido
Em função do acontecido
Lá pra Sambaíba-açu.

Só que ali nada deu certo
Por causa de um tal doutor
Que era rico e muito esperto
Com quase tudo a favor
Pra criar arranca-rabo
E numa encrenca do diabo
Zé do Pavio se “ferrou”...

Serviço:

Dias de Zé do Pavio
Dias de Cordel

Scortecci Editora
Ficção
ISBN 978-85-366-3513-2
Formato 14 x 21 cm
64 páginas
1ª edição - 2014

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