S.O.S. PÁRA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER / Moacyr Medeiros Alves

Diz a sabedoria popular: “De poeta e de louco todos nós temos um pouco". E este desprentensioso opúsculo é produto das duas anomalias salientadas nesse pequeno adágio que, desde tempos imemoriais, acometem o ser humano. Indiscutivelmente, cabe maior parcela de culpa à loucura da coragem de levar ao conhecimento público estes enjambrados escritos de que a vida em momentos de alegria ou de tristeza, de aceitação ou de revolta  fez-me portador.

Das várias e ricas facetas de Moacyr Medeiros Alves, faltava vir à tona e ao público o Moacyr – Poeta. De um versejar arrojado, inovador, rompedor de padrões estéticos, sua poesia o anuncia um “Boca do inferno", ressuscitando a irreverência e a coragem de Gregório de Matos Guerra. (Havia desvelado-se em denodo em seu livro inaugural Dito Bé. Prosa bem engendrada e melhor ainda recebida por todos sem a quase fúria do presente livro.)

Não bastassem as várias e ricas nuances da obra, tem-se ainda o acréscimo estético da capa, aquarela criada especialmente pelo renomado pintor e artista plástico itarareense, Jorge Churei, que já encantara a todos com a capa da publicação anterior, Dito Bé, de Moacyr Alves. Nas palavras de apresentação do livro temos a essência do que o leitor terá pela frente: mordacidade, rebeldia e deses-perança generalizada. Em S.O.S.

Pára o mundo que eu quero descer! o autor de-bocha das loucuras de um planeta anacrônico e desigual. Quer descer de um planeta  que parece fazer piruetas desordenadas no Sistema Solar, arriscando desorbitar-se. É possível, porém, descer em segurança de um mundo desvairado? Como Moacyr comenta, temos a terrível realidade de 137 pessoas assassinadas, por dia, no Brasil. Insegurança gene-ralizada é tudo o que temos. E é para menos?

Moacyr Medeiros Alves, o Moa, como gosta de ser chamado, nasceu em Agudos (SP) no dia 08 de março de 1936, já órfão de pai. Mudou-se em 1940 para a capital, onde morou no bairro da Bela Vista (Bixiga), lugar de sua infância. Em 1950 ingressou como “Offi-ce-boy” na Phillips do Brasil. Apesar de trabalhar durante o dia e estudar à noite, conseguiu concluir o Curso Técnico em Contabilidade. Em 1959 foi aprovado no concurso público do Banco do Brasil, onde trabalhou até 1982. Aposentou-se como gerenteadjunto da agência de Itararé (SP).

Grande apreciador do cancioneiro popular brasileiro, do período que abrange a denominada "Época de Ouro" de nossa música, tem em sua discoteca, entre LPs e CDs, obras de quase todos os cantores e instrumentistas da fase em que, como dizia Rubens de Moraes Sarmento, “as fábricas de pandeiro davam lucro". Além de escrever “abobrinhas”, como ele define seus es-critos, o Moacyr tem ainda como “hobby" a leitura e a fotografia.

Serviço:

S.O.S. Pára o mundo que eu quero descer
Moacyr Medeiros Alves
Scortecci Editora
Poesia
ISBN 978-85-366-3645-0
Formato 14 x 21 cm 
92 páginas
1ª edição - 2014

Mais informações:

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