HOLOCAUSTO BRASILEIRO DOS DESCARTADOS / Walmyr Fonseca Sayão

Pensemos em valores como moral, honestidade, sinceridade, respeito ao ser humano, às coisas alheias, à vida, ao direito, às instituições, às autoridades constituídas, aos formadores de opiniões certas e, principalmente, à justiça. Infelizmente, toda essa gama de ideias, sensações, sentimentos e valores se encontra, hoje, deteriorada e desacreditada.

Nossas crenças estão estremecidas, pois nos deparamos com um Brasil doente pelos maus-tratos a ele impostos por seus ocupantes. Sim, ocupantes, pois está mais que claro que o brasileiro não se importa com ninguém quando se trata de educação, saúde e, principalmente, direitos.

No Brasil, vale a satisfação da locupletação pessoal, sem ninguém se importar com o sofrimento daqueles a quem está prejudicando. Como disse o Papa Francisco, ao se referir ao malefício que o mundo atravessa, este está ávido por dinheiro, que o domina e se encontra no meio de um círculo influênciando a todos e a tudo.

Um dos malefícios desse domínio é que ele procura descartar os jovens e idosos, deixando-os na periferia, sem poder interagir nos destinos e rumos do mundo ou país. Holocausto Brasileiro dos Descartados, de Walmyr Fonseca Sayão, traz uma série de reflexões sobre o nosso tempo. Mais que a denúncia simplesmente, sua proposta é sacudir o leitor, chamando-o a uma postura mais crítica e ativa que leve a mudanças.

Ao me aposentar, resolvi escrever um livro, principalmente por ter conhecimento das injustiças que estavam sofrendo os aposentados do INSS que ganham valores acima do salário mínimo, pois a perda dessas pessoas chegou a mais de 80% em 2012, uma tremenda injustiça. Com o livro quase pronto, necessitava de alguém para prefaciá-lo. Porém, quem escolher sem magoar aqueles que não foram escolhidos? Então chegou às minhas mãos o trabalho inserido no livro A arte de pregar, de Robson Marinho. Para mim, escrever um livro é difícil, imaginem prefaciá-lo!

O prefácio do autor à primeira edição do referido livro nos ensina, parafraseando Lavoisier, que “nada se perde, nada se cria, tudo se copia” e também que “neste mundo nada se perde, tudo se transforma”. Por isso, escrever um livro é quase uma frustração, já que ninguém consegue ser original e apresentar ideias completamente novas.

Até mesmo quando achamos que tivemos uma ideia brilhante, se pesquisarmos bem, acabamos descobrindo que alguém um dia já pensou e escreveu sobre aquilo. Como diz um pensador: “O problema é que os antigos roubaram as nossas melhores ideias”.
Walmyr Fonseca Sayão

Aos dez anos, já ouvia dizer que o homem, que pudesse, deveria, durante a vida, realizar quatro coisas: casar, ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Ao pensar nisso, vi que havia realizado três delas: casei no dia 6 de julho de 1968, aos 29 anos, com Maria de Lourdes; tive três filhos: Simone, Mônica e Alexandre; e também plantei árvores. Ficou faltando o livro. Mas sobre o que eu poderia falar? Nunca pensei ser tão difícil elaborar uma obra. Porém, ao terminá-la, vi que casar e ter filhos é fácil; difícil é criá-los e educá-los. Plantar uma árvore é fácil; difícil é regá-la todos os dias e evitar que a quebrem, queimem ou derrubem. Escrever um livro também é fácil; difícil é encontrar quem o leia.
Walmyr Fonseca Sayão

Serviço:

Holocausto Brasileiro dos Descartados
Walmyr Fonseca Sayão

Scortecci Editora
Política
ISBN 978-85-366-3538-5
Formato 14 x 21 cm 
180 páginas
1ª edição - 2014

Mais informações:

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