ACOLHIMENTO OU RECUSA / Maurílio Machi

A obra procura expor, relatar ou representar os fatos, os feitos do autor e dos outros com os quais convive e as relações destes com o mundo. Questiona estes fatos, não apresenta soluções, mas sugere que se tente entender esses fatos para que a vida se torne mais intensa e mais significativa. Trata tudo isso com simplicidade e carinho, pois é nisso que se resume o viver e o conviver. Ama a natureza e e propões nos poemas a manutenção de su inteireza, sua conservação para que o futuro não se registre sem passado. Sente falta de quando pescava nos ribeirinhos e riachos e não levava água gelada em cantis, tomava-a, refrigerada pela sombra das árvores, na correnteza dos rios. Saudosismo? Não! Perdas que deverão ser reconquistadas. A vida e seu fluxo é sua inspiração.   

MAURÍLIO MACHI veio a este mundo, em Penápolis/SP, nos idos de não sei quando. O tempo não importa. O tempo tem sido o necessário para conhecer, compreender e manipular as coisas do mundo e nessa relação não perder o contato consigo mesmo e com essas coisas, pois é disso que resulta o viver e o conviver. Ao contrário do que pregam os sociólogos de plantão e alguns viventes racionais que não conseguem curtir, gosta de curtir a família. Tem, com Glória, três filhos Maurício, Rodrigo e Patrícia e cinco netinhos Elisa, Davi, Augusto, Pedro e Laura. Impossível com esse esquadrão fantástico não curtir a família. Profissionalmente não reclama e se realiza com o passado e o presente, quanto ao futuro tem muita confiança. É matemático, pedagogo, mestre e doutor em educação e políticas públicas. Leciona filosofia, matemática, nas áreas de pedagogia e estatística em curso superior e se relaciona muito bem com seus alunos. Sente falta de quando pescava nos ribeirinhos e riachos e não levava água gelada em cantis, tomava-a, refrigerada pela som-bra das árvores, na correnteza dos rios. Saudo-sismo? Não! Perdas que deverão ser reconquistadas.

Os livros não são entidades mortas, inertes que passamos por elas como se não existissem. Nos livros estão a vida e a morte, o pensamento dos homens de todas as épocas, mesmo dos que virão. O livro não fala com voz dos homens, não emite sons que qualquer dos mortais entende. Ele está cheio de vozes que emanam da busca de significados de seus signos de suas palavras e...
“a vida fervilha entre suas páginas
Seus signos, suas letras, suas palavras
Estão repletas de filosofias, de mentiras
E de suposições, de desejos e de desejos.
Quantas horas de trabalho estão ali sepultadas
À espera de uma ressurreição, um terceiro dia.
Quantas horas de trabalho e de pensamentos
Foram ali depositadas como joia inconfundível
À espera de um ladrão, de um vândalo
Que quebre as amarras dos segredos escondidos”

Este livro não é diferente, talvez não exista vândalo que ouse quebrar seu silêncio porque seu autor não fala só aquilo que deseja receber, mas fala da relação entre os homens deste mundo e de suas peripécias para poder conviver com o mundo. A poesia faz-se veículo de uma dose de política e, sem poder fugir, de filosofia. Não dos manuais, mas da vida, do dia a dia, daquilo que explode em vida. O livro não foi feito de inspirações, mas de “Quantas horas de trabalho estão ali sepultadas”... Onde estão as musas? Musas não há mais. O homem é o senhor do mundo.
Março de 2014
M.M.

OBRAS DO AUTOR:

1.Pedras e Nuvens. São Paulo: Scortecci, 2013.
2. Faces e Fases. São Paulo: Scortecci, 2011.
3. Poesias. In: Scortecci Editora. (Org.). Nossa História, Nossos Autores. São Paulo: Scortecci, 2012, v. II.
4. Trilhas de Sonhos, Consciência e Alienação do Lugar Social. In: Raul Borges Guimarães. (Org.). Memória e Imaginário Urbano: Geografia de Morfheus.Presidente Prudente: Azimute, 2006.
5. O Público e o Privado, Para onde pende o Pêndulo? In: Jose Misael (Org.). Escola Pública e Sociedade. São Paulo: Saraiva, 2002.
6. O Trabalho é a única fonte de alienação? Todo trabalho é alienante? Ciência Geográfica, Bauru, v. XI, p. 6-11, 2005.
7. Representações que se fazem sobre Professores e Escolas. Humanitas (UFPA), Belém – Pará, v. 25.

Serviço:

Acolhimento ou Recusa
Política, Filosofia e Poesia
Maurílio Machi

Scortecci Editora
Poesia
ISBN 978-85-366-3800-3
Formato 14 x 21 cm 
140 páginas
1ª edição - 2014

Mais informações:

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