MINEIRICES / ANA LUIZA LOYOLA

Em Mineirices, a autora nos brinda com uma série de contos, nos quais encontramos a grande variedade de emoções que o ser humano vivencia: alegramo-nos com um primeiro amor, entristecemos com a vivência dolorida da morte e também com o desgosto trazido pelo amor malsucedido, rimos de confusões criadas por interpretações errôneas e sentimos o impacto de um assassinato.

Ser mineiro é uma arte. A arte de ser tranquilo sem ser preguiçoso, arte de ser astuto sem ser maldoso, arte de ser bom de coração, não permitindo que o tomem por tolo. Arte de, às vezes, saber usar da humildade como uma virtude, mas, sempre, ostentar o orgulho de sua mineirice.  Ser mineiro é fazer da alimentação uma arte, baseada em uma comida simples, tendo como carro-chefe o famoso queijo de Minas. Comida saborosa para ser servida em panela de ferro ou assada em forno a lenha. 

A arte de ser mineiro, na sua essência, é a arte de ser simples e feliz. Sem muito luxo, mas sabendo alegrar o corpo e o espírito.  Sua Fé é muitas vezes tão pura que os santos são “gente de casa”, entronizados em nichos ou pequenas mesas, sempre uma flor colocada a seus pés.  Já para São Benedito, em cima do armário da cozinha, não esquecem de oferecer um copinho de café recém-coado.

Muitas vezes, a mãe mineira “bate um papo” com Nossa Senhora, comentando a “trabalheira” que os filhos estão dando e pedindo ajuda. Esta Fé norteia a vida e dá sentido a ela, alimentando a alma, enquanto no fogão a lenha borbulha em um tacho um doce de leite, no forno a lenha assa um “quartinho” de leitoa e na mesa descansa um queijo “curado”. Que coisa boa ser mineiro!

Nesta seleção de contos, o leitor encontrará sempre aquele que lhe apetece no momento: é uma mesa de iguarias para escolha. Há aquele substancial e bem temperado, como um prato de canjiquinha com costelinha, expondo um assassinato. Também há o suave, puro como o doce de leite, que narra o primeiro amor. Porém, há outros, que lembram o leve amargor do delicioso doce de cidra, feito pelas mãos mágicas de uma doceira mineira. Estes são os que narram as inevitáveis decepções que o viver traz consigo. Sirva-se e aprecie com gosto!

Nascida em Águas da Prata, formada e pós-graduada em Letras, Ana Luiza Loyola (Ana Luiza Zotti Loyola Heleno) lecionou Literatura Brasileira, Literatura Portuguesa e Linguística para o terceiro grau. Ao aposentar-se por motivo de saúde, dedicou-se totalmente a escrever. Aos dez anos, já criava histórias infantis; mais tarde, manteve uma coluna de jornal em que alternava a publicação de contos, crônicas e poesias. Também participou de um grupo teatral e escreveu peças infantis. Tem publicado O Segredo de Montségur (romance histórico) e Mortes Misteriosas em Águas Cristalinas (suspense).

Serviço:

Mineirices
Ana Luiza Loyola

Scortecci Editora
contos
ISBN 978-85-366-4419-6
Formato 14 x 21 cm 
192 páginas
1ª edição - 2015

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