BORBOLETAS DE PAPEL / Cris Cervo

Quando Eben Alexander III se encontrava em estado de quase morte (EQM), numa UTI, ele passou por experiências que mudaram o curso da sua história. Em seu livro Uma Prova do Céu, descreve essas criaturinhas mágicas que chamamos de Borboletas. Quando subia para um lugar desconhecido, encontrou milhares que o conduziram ao suposto Portal do Trono de Deus. Mas como a poeta foi buscar toda essa beleza sem entrar num estado de quase morte? Ou entrou ela tantas e tantas vezes no portal sagrado para trazer de lá esses seres? Depois, transformá-los em papel que, ao serem tocados, retornam para os céus? Toda a gama de sentimentos está no ar! Vejamos como a poeta brinca com as palavras com tanta leveza, como se borboleta fosse, e acaricia com delicadeza as pétalas coloridas das flores, geradas pela mãe natureza. No primeiro poema, ela descreve o brilho do olhar do amado como superior a tantos brilhos e cores existentes no planeta. Seu mundo se desvanece e se queda no brilho do olhar de quem ama: “O que eu sempre vou amar: / o brilho, a cor e a paz que vejo / na luz do teu olhar!..” Lirismo puro e romantismo acentuado! Tem consciência da transitoriedade da vida e acena com o desapego: “Nada importa. Para quem ficam os pertences?” É feliz dentro do seu universo criado, pois foi gerado na alma. E é na alma, no coração, que encontramos a felicidade, segundo o ilustre prefaciador deste livro. Com inocência de menina e malícia de mulheres crescidas, em trocadilhos provocativos, presenteia-nos com “Bicho de Estimação”. Para a poeta, não há maldade, pois está acima dos padrões de normalidade. A linguagem poética tem múltiplas faces e, talvez, nem o próprio escritor alcance a sua criação, pois ela desceu, veio com a inspiração. É dom sagrado de Deus! Não somos donos dos pensamentos e dos versos. Já foram feitos há milênios. Demonstra preocupação social, ambiental, política, moral e religiosa, encontrada em vários poemas. Como Francisco de Assis, também ama os animais e para eles dedica sua vida. Seus versos são rimados, com musicalidade, lirismo e pitadas de sensualidade. Ela dá o tom, usando trocadilhos e rimas que ora são cruzadas, emparelhadas, intercaladas e também versos livres. Não se prende a nenhum estilo literário; o que importa é a sua bagagem existencial que estabelece a sua própria regra. Voa com sua linguagem simples e rica de sensibilidade. Vou mais além. Há poemas nos quais ela se prende só à ideia e a repete em todos os versos. Isso me faz lembrar o paralelismo nas poesias hebraicas, presentes na Bíblia. As rimas hebraicas se dão não por palavras, mas por ideias. No entanto, o poema “Duelo” refere-se a todos nós, ao conflito constante entre a razão e o coração. “Um amor me encanta, / me seduz e me domina. / Com ele sou tão criança, / com ele sou tão menina.” São os amores escondidos atrás de um olhar! Que domine o coração, lugar de plena felicidade!
Santa Catarina Fernandes da Silva Costa - formada em Letras e Direito, é escritora e poeta com livros publicados no Brasil, e poemas publicados em coletâneas nos Estados Unidos e Iugoslávia, bem como nos Países de Língua Portuguesa, pela Revista Ares e Mares. Recebeu recentemente o título de Imortal da Academia de Letras do Brasil e o título de Doutora em Filosofia Univérsica.

Flores

Flores,
mais uma vez,
se você
não se importar,
flores e muito
mais flores,
ainda hei
de enviar.
Flores pra alegrar
o seu dia.
Flores pra colorir
o seu olhar.
Nas flores,
também tem poesia,
que as cores
fazem rimar...

Cris Cervo, nascida a 20 de janeiro, é natural de Neves Paulista, pequena cidade no interior de São Paulo, porém há muitos anos reside em São José do Rio Preto, também interior de São Paulo. Tem o hábito de escrever para o jornal da cidade apenas como leitora, expressando sua forma de pensar e mostrando às pessoas a sua posição sobre assunto que eventualmente esteja em questão. Participou de alguns concursos de poesias, num deles tendo o texto publicado no jornal de Catanduva (SP), onde foi classificada em segundo lugar; em outra ocasião também, em um concurso em Barra Bonita (SP), recebeu um Diploma, consagrando o texto “Pedacinhos”.
Participou das seguintes coletâneas:
1. Caminhos Abertos, 1999, Editora Riopretense.
2. Poesias Brasileiras Volume I, 2001, Editora Casa do Livro.
3. Sonhos de Natal, 2001, Editora Casa do Livro.
4. Poemas de Amor, 2002, Editora Riopretense.
5. Poesias de Primavera, 2002, Editora Rio-pretense.
6. Poesias Brasileiras Volume II, 2003, Editora Riopretense.
7. Tempo de Poesia, 2003, Editora Novas Letras, São Paulo.
8. Poesias Brasileiras Volume III, 2006, Editora THS Arantes.
9.  Anuário Poético, 2014, Editora THS Arantes.
10. Membro da Revista Ares e Mares, que abrange toda a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Serviço:

Borboletas de Papel
Cris Cervo

Scortecci Editora
Crônicas
ISBN 978-85-366-5485-0
Formato 14 x 21 cm 
168 páginas
1ª edição - 2018

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