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O ANJO DO APOCALIPSE / Clovis Levi


Clovis Levi é autor das peças “Se chovesse, vocês estragavam todos” (coautoria de Tania Pacheco; Prêmio Governador Estado de São Paulo), “Na Era do Rádio”, “Ai, ai, Brasil”, “Oh, que belos dias, meu Rio de Janeiro” (inédita), “Amor e morte de Nelson Rodrigues” (Prêmio Concurso Nacional de Dramaturgia da Funarte, Segundo Lugar; inédita), entre outras.

Clovis Levi é autor também de livros para infância e adolescência: O Beco do Pânico, A  cadeira que queria ser sofá, O Pinguim que morria de frio e outras histórias, Proibido Pensar, Aquilo que não se vê e Navio Negreiro no Mar do Branco do Olho (peça infantojuvenil).

– Mas, na miserável Palestina, onde NOSSO DEUS prometeu fartura, jorram obuses, granadas, metralhadoras, terrorismos e pernas e braços estilhaçados, crianças aleijadas, bebês atônitos e sem lágrimas, pais desesperados, crianças-soldado e sangue e medo, um enorme medo, um medo eternizado. Os mortos estão espalhados pelo chão das ruas, pelo chão das casas, pelo chão dos shoppings, no deserto. Onde está o leite? Onde está o mel? (Anjo Guerreiro)

Numa casa pobre, a mãe de Saladino olha orgulhosamente para o seu filho, de 15 anos. Com muita dignidade, ela amarra a última bomba na cintura dele. 
– Você é um bom menino, meu filho. Você é bom. Mate todos eles. Na porcaria daquele teatro, mate todos os judeus que invadiram as nossas terras. (Mãe de Saladino)

– Os meus irmãos israelenses estavam em choque naquele shopping, em Tel Aviv. Dezenas de mortos espalhados pelo chão. (Eliakim)

– Em Israel, alguns setores da mídia acusaram o nosso Exército de ter praticado um massacre desnecessário em Gaza. Houve o massacre, participei dele, mas isso não podia ser dito. O governo emitiu um comunicado negando tudo e dizendo que, durante a invasão de Gaza, sempre teve a preocupação de poupar vidas humanas entre a população civil. Tudo mentira. Mas era isso que tinha de ser feito. (Eliakim) 

– Essa é a minha terra, é por ela que eu mato, é por ela que morro. (Zahra)

– A Terra Prometida é, na verdade, um campo de refugiados palestinos expulsos dos países árabes; e um campo de refugiados judeus expulsos da Europa e do Oriente Médio. (Anjo Guerreiro) 

Eliakim, daqui a alguns meses, tentará casar com Zahra. 
Daqui a alguns meses, Zahra tentará matar Eliakim.
– Essa é a minha terra, é por ela que eu mato, é por ela que morro. (Eliakim)

– Em algum tempo ainda muito distante, descerá dos céus uma Cidade Nova. O sol surgirá da negritude. (MELANCÓLICO) Mas, até lá, a voz de harpistas, a voz de violinos, a voz de tocadores de flautas e de clarins, jamais, jamais em ti se ouvirá. (Anjo Guerreiro)

Serviço:

O Anjo do Apocalipse
Clovis Levi
Scortecci Editora 
Teatro
ISBN 978-85-366-6008-0
Formato 14 x 21 cm 
56 páginas
1ª edição - 2019

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