PAPEL EM BRANCO / Francinete Braga Santos

Com este livro, eu, uma nordestina de São Luís do Maranhão, saio do anonimato para me inserir no cenário nacional, por meio da palavra escrita e independente. Sinto-me representante do chão tão sofrido e marcado pelas maldades dos homens que ainda permitem o analfabetismo, a fome, a subserviência numa alegria midiática de um povo, muitas vezes, pintado com cores folclóricas e que, por isso, não expressa a necessária resistência e peleja por mais justiça e equidade social no Nordeste brasileiro.

Assim, escrevo como professora nordestina que ama e chora, dorme e brinca, sonha e padece na luta diária por mais comida, que não seja apenas pão, mas saúde, educação, corpos vivos e nutridos de felicidade. Sou, ainda, um eu contemplativo diante de um papel em branco silencioso e comunicativo na imensa expressividade de calar. Sou fragmentos da crise da não escrita escondida num eu cheio de palavras efêmeras, ligeiramente rabiscadas em forma de sílabas e palavras, e depois alinhavadas num pedaço de papel. Enfim, espero uma comunicação com meu leitor por meio da leitura destes escritos, um após outro, na ousadia de fazer um livro. Que este eu lírico se faça poeta, expressando sentimentos intensos da realidade, “tratando-se então de não ser seu ‘eu’ real, mas um ‘eu’ poético, ou lírico”.

Foi no Maranhão, em Chapadinha, que nasci em 1967. E ainda guardo na lembrança, quando com 6 anos, vim de caminhão com a família para a ilha de São Luís. Em 1984, com 16 anos, tornaram-me uma professora. Por isso, com 18 anos conclui o curso para o magistério, e, anos mais tarde, no ensino fundamental passei a dedicar-me ao ensino da Língua Portuguesa. Atualmente, sou pedagoga, especialista em psicopedagogia, administração escolar, informática na educação, ciências da educação e graduanda em Letras. Por esta razão, o provável acúmulo de tempo e experiência, fez surgir o primeiro livro Calidoscópio: ranhuras, sussurros e outros sentidos; e do espaço para publicações e parcerias com alunos, no:
 www.franbraga.com.br\calidoscopio.
Desse modo, a escrita é parte do meu ofício e, dos livros, meios de comunicação, em prosa e verso.

“A poesia é como uma máscara. Muitos são capazes de enxergar sua beleza, mas poucos têm a oportunidade de ver o que está por trás.”

Serviço:

Papel em Branco
Francinete Braga Santos
Scortecci Editora
Poesia
ISBN 978-85-366-2997-1
Formato 12 x 18 cm 
60 páginas
1ª edição - 2013

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