QUEBRANDO REGRAS / Letícia Lima

Quebrando Regras é uma história real. Depois de viver uma infância pouco comum e uma adolescência tumultuada devido às inúmeras mudanças que a vida lhe impõe, Letícia encontra relativa segurança e tranquilidade em um casamento tradicional com um homem mais velho e apaixonado.

Por alguns anos a vida transcorre tranquilamente para o casal. Nascem os filhos, vem a estabilidade financeira, os dois mantendo as aparências de uma vida plena e satisfatória para a sociedade em que vivem. Letícia, porém, não é feliz. Alguma coisa está faltando. E então, em outubro de 1985, um fato novo veio mais uma vez alterar seu destino. Uma viagem foi a causa e a origem de tudo.
 
Sonhos e fantasias. Paixão e loucura. É o que acontece quando encontra Brígido e ambos se veem envolvidos por uma súbita paixão impossível: ela é uma mulher casada com um homem que a ama e a mantém e mãe de dois filhos pequenos, e Brígido é apenas um garoto de 17 anos! Os anos de espera para que o menino se torne homem, os encontros e desencontros devido à longa distância que os separa, a revelação que ela faz ao marido sobre a paixão que a consome e as reações dele diante da verdade fazem desta história um relato envolvente e inusitado.

O inesperado acontece a cada instante, em cada novo acontecimento, levando os envolvidos a decisões e atitudes pouco convencionais para as normas comuns da sociedade. É este amor impossível, no entanto, que abre para Letícia as portas do autoconhecimento e do despertar espiritual, levando-nos a perceber que a evolução do ser pode não estar no caminho comum. E que muitas vezes é errando que chegamos a conhecer a verdade.

Já fazia dois anos que eu morria de saudades de Brígido e me violentava cada vez que eu aceitava um contato íntimo com o meu marido. Quem sabe abrindo o jogo ele iria embora, apesar de eu não ter condições financeiras e emocionais de me separar dele, aquela seria a minha libertação.
Comecei perguntando a ele:
– Você se lembra de Brígido?
– Sim, ele disse. É aquele garoto que ficou nos seguindo durante o nosso passeio em Araci. E daí, o que tem ele?
Respondi de supetão:
– Eu estou apaixonada por ele!
Severino mudou de cor, respirava acelerado e eu esperava a reação seguinte, que tanto poderia ser um soco ou um adeus.
– Mas ele ainda é um menino!
– Sim. Quando nos apaixonamos ele estava com dezessete anos, eu disse.
– O que houve de concreto entre vocês?
– Apenas muitos beijos, muitas palavras e a certeza que o nosso amor é profundo e verdadeiro. Nós não transamos se é isso que te preocupa.
Depois de pensar calmamente no assunto, ele disse:
– Isso é apenas ilusão de vocês e pensando bem até que é bonito. Uma paixão que resiste ao tempo, dois anos sem nada de concreto, é muito interessante.
Eu estava pasma.
Como ele podia agir daquela maneira?
Que “raios” de marido apaixonado era o meu?
E para meu total espanto ele disse que queria ver as cartas que Brígido me escrevia.
Queria analisar melhor.
Não tive escolha.
Enquanto ele analisava o conteúdo das cartas dizia que Brígido tinha razão de me amar, assim como ele, Severino, também tinha.
Parecendo ser meu maior amigo, compreensivo e calmo ele perguntou:
– O que você espera deste amor? Pretende morar com ele?
Respondi que não. Ele agora estava no Exército. Estava com dezenove anos, mas não tinha nenhuma condição de me assumir com dois filhos, além do mais treze anos de diferença de idade entre nós me deixava muito insegura.
– Então, o que é que você quer? Ele perguntou.
Respondi que o que eu mais queria era fazer amor com Brígido, durante a minha vida eu só havia feito sexo. Pelo menos uma vez na vida eu queria fazer amor por amor.
Eu tinha esse direito...

Serviço:

Quebrando Regras
Letícia Lima
Scortecci Editora
Memórias
ISBN 978-85-366-3095-3
Formato 14 x 21 cm 
172 páginas
1ª edição - 2013

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