GOTAS DE AZEITE PARA NOSSA LAMPARINA / Maura Fernandes

Cantora, compositora, violonista, intérprete, poetiza e escritora: Maura Fernandes Ferreira nasceu em São Cristovão, município de Areia Branca – RN, no dia 22 de Abril. Filha de João Fernandes de Souza e Pautília Fernandes de Souza. Seus primeiros estudos foram na “Escola Elita Monte” na cidade de Areia Branca. Sua primeira professora foi D. Raimunda Bezerra, que a acompanhou até a 3ª série, depois foi estudar no grupo escolar “Conselheiro Brito Guerra”, no qual permaneceu até a 5ª série. Não pode concluir seus estudos por ter adoecido. Contudo, quando tinha 15 anos e já estava curada lecionou no mesmo lugar onde nasceu.

A escola na qual trabalhava se chamava “Escola Municipal Santa Terezinha”, e nela permaneceu por três anos ensinando alunos da 1ª à 3ª série. Casou-se, aos 17 anos, com Manoel Luiz Ferreira e logo tiveram filhos. Nomeara-os José Adilson, Raimundo Anilton, Rita Francisca, Ângela Maria, João Neto e Antonia Lúcia. Porém, os dois últimos vieram a desencarnar: o menino com três anos e sete meses, a menina com apenas cinco meses de vida. Enfrentou ainda dois abortos não provocados. Maura sempre foi apaixonada pela música, desde bem criança. Em uma família de nove irmãos, só ela aprendeu a tocar. Seu pai tocava, mas escondido, porque tinha sete filhas mulheres e, naquela época, mulher não tinha vez: mulher artista era prostituta ou qualquer coisa de desonesto! Pois bem, quando ela ouvia o som do instrumento, corria e ficava de orelha grudada na porta do quarto onde o seu pai se encontrava. Ele tocava, mais ou menos, por uma hora: Mais do que isso, os instrumentos, um violão e um cavaquinho, não aguentavam, desafinavam.

Ao ouvir as pisadas, se mandava como se nada tivesse acontecido. Um dia o pai, após tocar e desafinar os instrumentos, saiu. De certo ele ia à praia esperar as embarcações, que chegavam das pescarias. Maura, aproveitando a oportunidade, pegou o violão e o afinou; ficou testando se realmente estava afinado, até que, de repente, alguém abriu a porta! A garota sentiu tanto medo que quase desmaiou, pois era seu pai que havia chego. Sofrimento desnecessário, entretanto, já que o pai só fez rir, abraçá-la e até mesmo dizer: “– Você está tocando melhor do que eu”. Desde então, passou a encontrar o violão sempre afinado e nada do seu medo restou em pé. Infelizmente, os instrumentos vieram a ser vendidos sem maiores explicações, e, junto com eles foi também sua alegria, tanto que até adoeceu. Sua mãe, compadecida, comprou um novo cavaquinho.

Veio para São Paulo em 1967, e o primeiro lugar em que morou foi na Rua Maestro Cardim, 1091 – Paraíso, porque seus familiares moravam lá. Seu marido trabalhava de carpinteiro no Hospital Beneficência Portuguesa. Hoje é espírita kardecista e psicografa. Já fez todos os cursos da FEESP, com exceção do curso de filosofia. Até chegou a começá-lo, mas não pode continuar devido aos seus outros trabalhos com a música. Canta em creches, abrigos, hospitais e faz preparação de ambientes para palestras, etc. As músicas que utiliza são todas de sua autoria, e contam com um grande teor musical. Quem a conhece sabe do poço de bondade que é: simples e humilde. Continue assim, Maura! Que Deus te abençoe e a ilumine hoje, sempre, e em toda sua trajetória de vida. Um abraço, e boa sorte!

MAURA FERNANDES - Intérprete compositora, violonista, poeta, escritora. Nascida no estado do Rio Grande do Norte, em São Cristovão, município de Areia Branca. Maura Fernandes tornou-se uma das mais promissoras revelações da música popular brasileira (MPB). Conhecida por suas composições junto a Federação Espírita do Estado de São Paulo, onde atua ainda hoje, recebeu vários títulos por seu trabalho continuo; e do Círculo de Amor à Vida, já não mais existente, onde foi presidente da Diretoria Executiva Nacional. É chanceler da Presidência Universal, da mesma comunidade. Atuou como secretária da Chancelaria. Em diversas ocasiões, em festividades, em pontos de encontro de grandes músicos, artistas e literatos, Maura Fernandes, marcou sua presença com composições exclusivas, especiais para a ocasião, conforme lhe solicitavam. Curiosamente, são de sua autoria os hinos de São Cristovão, sua Terra natal. Influenciada por seu pai, João Fernandes de Souza, violonista popular, o qual possuía o habito de tocar em casa, escondidinho. Pois, tinha sete filhas mulheres, e, naquela época, a mulher que quisesse ser artista, música, etc, era mal vista por todos. Maura apaixonou-se pela música, começou a dedilhar as cordas do violão, as cadências musicais, tendo a habilidade de afinação por ouvido. Tal habilidade foi tão prestimosa que ao descobrir o dom da filha, o senhor João Fernandes teve certeza que deixava em mãos seguras sua herança artística. Em uma família de nove irmãos, Maura, foi a única que seguiu a profissão de musicista. Autodidata, desenvolveu o estudo de música e composição para violão, cavaquinho, órgão e teclado; além do domínio em instrumentos de percussão. Maura superou os limites impostos pela sociedade local, onde a mulher sofria restrições artísticas; foi professora primaria, em sua terra, e conseguiu desenvolver o seu potencial musical. Atuou junto a entidades de baixa renda, assim como, realizou trabalhos voluntários em instituições beneficentes, hospitais e escolas, creches e asilos, com a terceira Idade. Casou aos dezessete anos, e logo formou família, teve quatro filhos, sendo dois homens e duas mulheres: Jose Adilson, Raimundo Anilton, Rita Francisca e Ângela Maria. Chegou a São Paulo em 1967, residindo no bairro do Paraíso, junto a seu esposo, Manuel Luiz Ferreira. Hoje, Maura tem mais de vinte anos de profissão, os quais são marcados pela dedicação continua e aperfeiçoamento. Elogiada pelas mais respeitadas personalidades da música, recebeu inúmeros prêmios, condecorações e títulos da expressão musical e artística. Atua em diversas entidades, como; a Ordem dos Músicos do Brasil, Movimento Poético Nacional, Movimento Poético Estadual, Casa do Poeta Lampião de Gás. É sócia honorária da NIC Nova Igreja Cristã. PortoPortugal.
Biografia feita por: Dra. Dorah Moussa

Serviço:

Gotas de Azeite Para Nossa Lamparina
Maura Fernandes

Scortecci Editora
Espiritismo
ISBN 978-85-366-3042-7
Formato 14 x 21 cm
144 páginas
1ª edição - 2013

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