O PASTOR ATEU / Gladston Holanda

Ivo, a Lolita escandalosa do submundo recifense, levanta uma questão polêmica e mal resolvida desde a antiguidade clássica, que julgávamos ter chegado a um desfecho na revolução sexual dos anos 60. Engano. A homossexualidade dos dois gêneros continuará problemática se persistir com seu ativismo ideológico beirando o fanatismo (enquanto escrevo, vejo acusações de homofobia ocupando o noticiário à larga), e deixar de lado o debate em torno do erotismo, do qual na verdade ninguém mais quer falar.

No final, o personagem (pastor) Pedro Celso nos surpreende com sua conversão à causa e, parágrafo por parágrafo, vai revelando que a vida é um banquete, só alguns otários ainda morrem de fome. O nosso tempo exige indagações.
Bartolomeu Rodrigues - Jornalista

Pedro Celso é um garoto de 13 anos que teve sua libido precocemente explorada pela vizinha, começou a trabalhar cedo, acompanhou o movimento de tropas durante o golpe de 64, se incorporou à luta armada contra a ditadura e admirava Lolita, um homossexual assumido, valente, uma espécie de Madame Satã, no Rio de Janeiro nos anos 70. Lolita brigava com policiais para defender prostitutas da truculência e saía pelas ruas do recife cantarolando músicas interpretadas por Ângela Maria, Cauby Peixoto, Nelson Gonçalves, entre outros.

Seu bordão, repetido com tons de alegria e deboche era: Quem não conhece Lolita não conhece o Recife. Na idade adulta, desempregado, com três filhas para criar, Pedro Celso foi demitido e não conseguiu emprego. Desesperado pensou em como sair da crise. Entre voltar a ter contato com seu fornecedor de cocaína (ele tinha deixado o vício) para se tornar um traficante internacional ou se infiltrar em uma igreja evangélica para se tornar pastor e dessa forma ganhar dinheiro e, quem sabe, fundar sua própria igreja, optou pela segunda alternativa. Esta é a história de Pedro Celso: O Pastor Ateu.

Gladston Holanda, jornalista, nasceu no Rio de Janeiro em agosto de 1950. Após o nascimento foi para Recife onde viveu até os 22 anos, voltando para o Rio de Janeiro onde se formou em Jornalismo na Faculdade Hélio Alonso. Viveu em Brasília por 19 anos tendo trabalhado como redator no jornal de Brasília, Correio Braziliense onde exerceu os cargos de redator, repórter e editor do caderno de informática. Foi editor da Revista Tema, do SERPRO, assessor de comunicação e assessor da presidência da empresa, assessor de comunicação do Ministério de Ciência e Tecnologia em três períodos distintos, do IBAMA, da SEAC – Secretaria de Ação Comunitária, vinculada à Presidência da República e correspondente do jornal de tecnologia Computerworld. Mora em São Paulo onde trabalhou na S2 Comunicação Integrada, e fez assessoria de imprensa para empresas e associações. É sócio-diretor da H2H – Gestão da Comunicação. O Pastor Ateu é seu primeiro livro.

Serviço:

O Pastor Ateu
Gladston Holanda

Scortecci Editora
Romance
ISBN 978-85-366-3223-0
Formato 14 x 21 cm
188 páginas
1ª edição - 2013

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