PEDRAS E NUVENS / Maurílio Machi

O que é preciso para ler este livro? Nada além de saber ler e conhecer um pouco do mundo. Não precisa ser mestre nem doutor pelas universidades, mas pelas universidades da vida ter aprendido a usar, razoavelmente, os cinco sentidos e do agir em conjunto desses sentidos usufruir de sentidos extras oriundos dessas ações conjuntas. É necessário que se tenha vontade de ler e interpretar o que está escrito e isto foi feito em linguagem simples, sem esconder segredinhos que só o autor pode dissertar.

Não foi escrito para o autor, pois este está em simbiose com o livro, há um comprometimento entre os dois. Uma diferença pode ser inferida, ou seja, o livro já ganhou a liberdade de sobreviver sem o autor; no entanto, o autor não é completo sem o livro. O texto do livro adquire vida, como na criação o sopro no barro moldado. As palavras que formam o texto dão a moldura e a intenção do autor e, posteriormente, a do leitor é o sopro divino. O livro, depois de escrito e publicado, é propriedade do leitor, este o possui, interpreta, mesmo não coincidindo com os propósitos do autor.

O livro não é escravo do autor, mas o contrário, por vezes, acontece. O autor, frequentemente, impensado ou de propósito deixa lacunas, como num jogo de completar... Então o leitor, omitindo sua visão do que cabe nessa lacuna, tem a liberdade de ampliar ou reduzir esse espaço conceitual. Recordando Denis Diderot: mas quem deverá ser o mestre? O escritor ou o leitor? Quando se escreve, especialmente poemas, a inspiração não vem das Musas, nem de divindades que ditam a forma e o conteúdo, tornando difícil a compreensão pelo ecletismo e complexidade do texto. A inspiração surge, entretanto, do entrelaçamento e relações das coisas e acontecimentos fornecidos pelas atividades humanas, dos animais e da natureza, sem necessidades de milagres e esforços para desvendar mistérios.
Janeiro de 2013.
Maurílio Machi

Maurílio Machi é natural de Penápolis (SP) desde alguns tempos, o suficiente para comprometer-se com o mundo das coisas, dos homens e dos outros animais, e dentre estes fazer grandes amigos. Sente-se bem com os amigos. Acha a solidão significativa quando é objeto de escolha e pouco duradoura, como momentos de ajustar contas consigo mesmo. Além desses momentos de reflexões, também são muito bons os momentos de diálogos, triálogos e... Parece que nosso barro inicial reclama por aproximações. Sempre gostou de ler, estudar, escrever, que se fundem como na Trindade a originar o significado inteiro e dialético. É matemático, pedagogo, educador, mestre e doutor em educação e políticas públicas brasileira. Gosta da natureza mais pura e menos tocada e depredada pelo homem. “Os animais estão rogando pragas aos homens” porque lhes tiraram o ninho, a comida e a vida. Leciona em curso superior disciplinas como filosofia, matemática, respectivamente nas áreas de pedagogia, filosofia e matemática. Parece uma salada de ensinamentos, não? Sabemos que todas as coisas guardam certo grau de relacionamento, então isso é bom.

Serviço:

Pedras e Nuvens
Maurílio Machi

Scortecci Editora
Poesia
ISBN 978-85-366-3173-8
Formato 14 x 21 cm
128 páginas
1ª edição - 2013

Mais informações:

Para comprar este livro verifique na Livraria e Loja Virtual Asabeça se a obra está disponível para comercialização.

Voltar Topo Enviar a um amigo Imprimir Home