PÃO E CIRCO / Marivaldo Casa Nova

Pão e Circo” é a segunda obra publicada de Marivaldo Casa Nova. O livro contém poemas e pequenos textos, com forte temática social e tom de denúncia, sem perder de vista o humor e a sensibilidade. Marivaldo é um escritor irreverente e fora da curva, que diz as verdades nuas e cruas que todos precisamos ouvir.

Aquele que não quer ser oprimido, que sonha com liberdade e justiça social, que sonha com uma educação libertária que nos leve a pensar e não a obedecer, que sonha com um mundo onde o desenvolvimento tenha como objetivo o ser humano, e não a produção econômica, deve se rebelar e explodir urgentemente com a ordem capitalista vigente. Essa é a mensagem que fica da leitura de poemas e textos de Pão e Circo, segunda obra publicada de Marivaldo Casa Nova, autor irreverente e fora da curva, que diz as verdades nuas e cruas que todos precisamos ouvir.

Meu nome é Marivaldo Casa Nova, sou licenciado em Filosofia. Nasci no dia 27 de setembro de 1962 na pequena cidade de Casa Nova, interior da Bahia. Poucas pessoas conhecem minha cidade, pois ela nunca foi cenário das novelas da Rede Globo, nunca apareceu no Fantástico, mas nem por isso ela é menos bela, menos importante, menos vanguarda que as cidades de Londres, Paris, Roma, São Paulo, Rio de Janeiro ou Nova York. Sou baiano, mas não sou da Bahia do Gil e do Caetano, da Ivete Sangalo, do Carlinhos Brown, da Gal, da Bethânia, da Daniela Mercury, da Claudia Leitte; enfim, não faço parte da turma do dengo. Também não sou da Bahia do carnaval, do axé, do Olodum, dos filhos de Gandhi, da mãe África. Sou baiano do sertão, que dorme na esteira, que bebe água do pote vinda da cacimba, que anda de jegue, que gosta do forró pé de serra do Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Genival Lacerda, que gosta das poesias do Patativa do Assaré, Maiakovski, Paul Celan, Konstantinos Kaváfis, dos repentes do Chico Pedrosa, que é fã do maluco beleza Raul Seixas, Elvis Presley, que em vez de prestar atenção nas aulas de matemática ficava vendo revista de mulher pelada, depois corria pro banheiro pra bater punheta, que em vez de assistir à missa de domingo como ordenava a senhora minha mãe dona Hilda – e como fazia a maioria dos garotos de família, intelectuais que gostavam de bossa nova, bons-moços que tiravam boas notas na escola – eu ia era, pra zona, pros puteiros encher a cara de cachaça, fumar, trepar e ouvir rock’n’roll.

Serviço:

Pão e Circo
Marivaldo Casa Nova

Scortecci Editora
Contos
ISBN 978-85-366-3273-5
Formato 14 x 21 cm
60 páginas
1ª edição - 2013

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