ALGAZARRA TEATRAL / Alexandre Mate

O Teatro é o encontro dos atores com o espetáculo e deste com o público, isso para a efetiva realização do fazer teatral, mas o aqui e agora não se perpetua, ou melhor, perpetua-se apenas na memória de quem o assistiu. Por isso, como Ator, sinto necessidade de registrar os encontros profícuos da minha vida profissional.

Alexandre Mate: o encontro se deu no início de minha carreira e foi ele quem escreveu este livro. Ednaldo Freire: em 2002, ele administrava o Teatro Municipal de Mauá e proporcionou a estreia do Algazarra Teatral com a adaptação do romance de Victor Hugo – outro encontro literário que me impulsionou a encenar O último dia de um condenado. E durante a caminhada outros aconteceram: com Fernando Silveira, na montagem de O último dia de um condenado; Nadia Nass e Rosy Cunha em Auto do casal lusitano Maria e Manuel; e Ney Piacentini, que ao conhecer o projeto Teatro nos Parques prontamente o apoiou e lutou por sua realização – graças a toda a produção, com seu trabalho, chegamos à oitava edição.

Essas fases importantes me propiciaram enorme crescimento artístico como Ator e Gestor Cultural. Recentemente, ao receber o texto final deste livro, sinceramente senti ao mesmo tempo orgulho e receio por expor a minha trajetória. Mas fazer Teatro não é se expor? Aliás, lembro-me da xilogravura de Picasso retratando o palco, em que atores na coxia estão vestidos e os em cena nus, expostos de corpo e alma para criar e exercer sua Arte. Sim, trabalhar com Arte é se expor, abrir-se para criar uma obra que possa contribuir com a sociedade, visando ir além do que somos e onde estamos.
Edson Caeiro - Julho/2013

TEATRO NOS PARQUES
O teatro se espalha pela cidade. Em 2008 estávamos em fase bem ativa na Cooperativa Paulista de Teatro (CPT), com diversos projetos em andamento. No ano seguinte a entidade faria trinta anos e nos demos conta de que ainda não tínhamos uma boa ideia para comemorar o feito de a categoria teatral paulista ter se mantido unida, entre algumas crises, por três décadas.

Sabia que Edson Caeiro estava batalhando para viabilizar o projeto Teatro nos Parques e, em um Conselho de Cooperados, propus aos sócios que o intuito de Edson viesse a ser aquele que celebraria, além de um livro sobre os trinta anos da CPT a ser escrito por Alexandre Mate, a efeméride cooperativista. Com a concordância dos parceiros cooperados, remodelamos a ideia do coordenador do Algazarra Teatral e percorremos o caminho dos editais. Para nossa surpresa, não foi tão difícil assim. Na primeira concorrência em que entramos fomos contemplados: passamos por uma primeira fase, que foi o envio do projeto por internet, mas tivemos que comparecer à Fundação Oi Futuro no Rio de Janeiro para defender presencialmente a proposta.

Com a experiência que adquirimos em outros projetos, como a Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo (sobre a qual inclusive levamos um vídeo que foi exibido aos dirigentes da Oi na ocasião), fizemos uma boa argumentação e o projeto, um ou dois meses depois, foi aprovado. Pela abertura da primeira edição do Teatro nos Parques, no Ibirapuera, na capital paulista, que contou com um público de mais de 500 pessoas, e pelo interesse da mídia na proposta, percebemos que o projeto tinha fôlego e poderia continuar em outras edições, que foi o que de fato aconteceu. Afinal, não é a todo momento que temos um conjunto favorável de fatores que reúnem as artes cênicas, o acesso gratuito ao teatro e ao circo, o meio ambiente e o livre exercício da cidadania cultural. Que o Teatro nos Parques continue a existir por muitos anos!
Ney Piacentini

Serviço:

Algazarra Teatral
Alexandre Mate

Scortecci Editora
Teatro
ISBN 978-85-366-3340-4
Formato 14 x 21 cm
60 páginas
1ª edição - 2013

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