DUETOS DE CORES NUAS / Claudio Bacellart

A história, narra a dificuldade de Pétala e Branco de conciliar seu estilo de ser desprovido de formalidades cotidianas; com a ‘realidade’, que exige assimilação e adequação, e se impõe concreta e pragmática. Pél e Bran experimentam rompimentos e reconciliações. O excesso de paixão culmina com o desgaste da convivência, o que os afastam; e, por sua vez, a distância resulta em angústia quase insuportável, o que os reaproxima. Condenados a esse processo: continuarão dependentes? Vão amadurecer e seguir caminhos distintos? Há ineditismo na obra, que costura capítulos independentes; mas, que pela forte ligação dos protagonistas, resulta no formato de história unificada. ‘Dueto’, explora as liberdades da linguagem, para além de suas definições. Assim, o leitor, sente-se libertado pelo autor, para as inesgotáveis formas de sentir e interpretar.

O livro, cuidadosamente esculturado em prosa poética, narra as dificuldades dos protagonistas, Pétala e Branco, para conciliarem seu estilo de ser, desprovido das formalidades cotidianas, com a “realidade”, que exige assimilação, adequação e que se impõe, pragmática, sobre eles. A obra inova ao costurar capítulos independentes que, em razão da forte ligação do casal, resultam numa história unificada. Essa estruturação, delicada, facilita a releitura dos “contos” mais impactantes, ou dos mais apreciados. Pél e Bran experimentam diversos rompimentos e reconciliações ao longo de seu viver. O excesso de paixão culmina com o desgaste da convivência, o que os afasta; a distância, por sua vez, resulta em angústia quase insuportável, o que os reaproxima. Como condenados, permanecerão dependentes desse processo? Ou vão amadurecer e seguir caminhos distintos? ‘Dueto’ explora as possibilidades da linguagem, para além de suas definições. O autor me conduziu: fui introduzida na liberdade das inesgotáveis formas de sentir e interpretar. Essa vivência me tocou profundamente. Indico aos que atingiram o modo de estar em abertura.
Lorna Lascowski - Advogada - Estruturadora literária.

O caldeirão acomodava os dois, subiram por uma pequena escada, e ocultaram-se no vinho até os ombros. Sintonizados, tocam-se nas pontas dos dedos dos pés, compartilhando no olhar vermelho-etílico, a fusão dessa cozedura cheiro-corpo, e o sorver do vinho quente. Peles tingidas, cena consanguínea, de vapores rosáceos, aroma carvalhesco. Sentiu a cólera tomando seu corpo, arrepio que começava nos pés e irradiava por toda as suas entranhas, virulenta doença que o invadia... Encolerizado, já com cãibras no pescoço, persiste: ? Parasita! Vomitara nos ouvidos dela, sensíveis e musicais, pronunciando bem cada uma das sílabas.

Com o casal Pétala e Branco, através e por causa deles, somos conduzidos à experiência ímpar de vivenciar várias personagens: seremos caseiros, pintores, musicistas, escritores, internos de um convento, trapezistas, guerrilheiros, institucionalizados e ‘passageiros’ de trem; também expectadores da beleza trivial do cotidiano e faremos morada nos vários significados do que é ‘Casa’. No livro há uma ‘interindependência’ entre os capítulos. A escolha aleatória entre eles, antes ou depois de finalizada a leitura, proporciona compreensão do enredo e temas abordados. E, a possibilidade de eleger alguns capítulos para revivê-los, realmente me deixou surpreso: constitui-se em mais um elemento de prazer, reflexão e inediticidade. Devido à natureza do estilo adotado, prosa poética, algumas palavras foram grafadas fora dos padrões convencionais. Isso cria, para nós leitores, um aprofundamento do gosto pelas ‘Letras’, ao mesmo tempo que lhes amplia os sentidos e as percepções. Efervescente!
Leonardo Stocco – Didático em Artes: MASP - Psicólogo.

Pél e Bran formam um casal como nenhum autor jamais imaginou. C. Bacellart sabe levar o leitor a tornar-se íntimo desses personagens adoráveis. Aqui, cada capítulo poderia ser um romance; e cada detalhe dá mais sentido à história.
Betty Vidigal - Escritora

Claudio Bacellart, paulistano, nasceu em 1967. Psicólogo e Analista Clínico desde 1995. Supervisor de psicólogos e coordenador de estudos. Fundador do CASE, Centro de Atenção e Apoio ao Estresse, de cunho social. Apesar de outras atividades, foca seu atuar na psicoterapia /análise individual de adultos. Autor de outros três livros, por lançar; seu estilo lembra escritores como Mia Couto e Raduan Nassar, embora inaugure um estilo peculiar.
www.claudiobacellart.com.br
www.duetodecoresnuas.com.br

Serviço:

Dueto de Cores Nuas
Existência em Prosa Poética
Claudio Bacellart

Scortecci Editora
Psicologia
ISBN 978-85-366-3010-6
Formato 14 x 21 cm
172 páginas
1ª edição - 2013

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